Faltando pouco mais de um mês para os Jogos Olímpicos, o ciclismo mountain bike teve neste final de semana a disputa do Mundial 2016 da modalidade. Na pista, vitória de quem já vinha obtendo melhores resultados na temporada: o suíço Nino Schurter no masculino e a dinamarquesa Annika Langvad no feminino.
Correndo em Nove Mesto, na República Tcheca, o suíço Nino Schurter dividiu a liderança da prova masculina com o dono da casa Jaroslav Kulhavy durante as quatro primeiras voltas. Restando apenas mais duas para a linha de chegada, Schurter acelerou o ritmo para abrir meio minuto de vantagem e conquistar o quinto título mundial da carreira.
O tempo do suíço foi de 1:28:20, contra 1:28:37 de Jaroslav Kulhavy, que buscou uma arrancada final para ficar com a prata, deixando o francês Julian Absalon com o bronze.
O tcheco Ondrej Cink e o francês Stephane Tampier fecharam o top-5.

O brasileiro Henrique Avancini obteve a 22ª colocação, enquanto Luiz Henrique Cocuzzi foi 55º.
“Começando a evolução em tempo. 22º hoje no Campeonato Mundial, a 2ª prova de maior importância do ano no circuito internacional. O meu melhor resultado em Mundiais na Elite (e o melhor resultado do país na história da categoria), mas ainda nada para comemorar. Mega obrigado por todo apoio e torcida! Vocês fazem muita diferença mesmo de longe. Não é só até aqui que vou lutar pra levar nossa bandeira. Segue o trabalho!” – Disse Avancini em suas mídias sociais.
Vídeo da chegada de Nino:
Feminino
Na disputa feminina a dinamarquesa Annika Langvad levou o quarto título mundial da carreira. Após assumir a liderança ainda na primeira volta, Langvad correu sozinha para vencer com o tempo de 1:30:13.
A prata ficou com a norte-americana Lea Davison, que fechou a corrida com 1:31:25. A disputa pelo bronze teve um sprint final vencido pela canadense Emily Batty, que passou a linha de chegada à frente da polonesa Maja Wloszczowska. A também canadense Catherine Pendrel fechou o top-5.

Campeões do Mundo no Mountain Bike 2016 – Nino Schurter e Annika Langvad
Campeã de 2015, a francesa Paulne Ferrand Prevot não teve um bom início de prova e terminou na 16ª posição.

A brasileira Raiza Goulão foi 23ª.
“Obtive com a 23ª colocação mais uma evolução em minha performance ao comparar com os resultados anteriores, porém confesso que acabei a prova com um gostinho de que poderia ter sido melhor, consciente de que sou capaz de estar no top 20. De qualquer forma, foi um grande aprendizado para o currículo”, avaliou Raiza. “Agora é descansar porque no fim de semana que vem tem mais uma etapa da Copa do Mundo, na Suíça, e em seguida o Campeonato Brasileiro, em Juiz de Fora (MG). Foco na recuperação e em busca de superação”, completou.

Fotos: UCI