Resumo
Alicia Sagae venceu a segunda bateria da categoria MXF na etapa de Palmas (TO) pela MX1 GP Brasil de Motocross 2026, conquistando a sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro. Guilherme Bresolin encerrou o overall da MX1 na 5ª colocação após consistente atuação no calor extremo do Tocantins. Lucas Dunka completou a corrida 1 da MX2 em 6º, mas não largou na segunda bateria por problema mecânico.
A pista de Palmas exigiu técnica e resistência física do início ao fim, e o sol do Tocantins não dava trégua para ninguém. Foi exatamente nesse cenário que a Factory Kawasaki Racing saiu da capital tocantinense com um resultado para guardar: a primeira vitória de Alicia Sagae no Campeonato Brasileiro de Motocross.
Um fim de semana de alegria e superação, com cada piloto deixando tudo em pista num dos ambientes mais exigentes do calendário. A equipe saiu de Palmas com a cabeça erguida e muito trabalho feito.
Alicia Sagae: a primeira vitória no Brasileiro

Quem acompanhou a MXF ao longo do dia sabe que Alicia fez um trabalho diferenciado. Com apenas 14 anos, ela impôs um ritmo que poucas conseguiam acompanhar, pilotando de pé, escolhendo as melhores linhas e mostrando uma maturidade bem acima da idade.
A corrida 1 foi intensa. Alicia travou um duelo direto pela liderança com Luaninha Neves, chegando a cravar a volta mais rápida da prova. As duas foram ao chão em um toque de corrida, e Alicia cruzou a linha em 2º. Duro, mas ela levantou rápido e não desistiu.
Na corrida 2, o roteiro foi diferente. Alicia fez uma boa largada e, com a adversária fora por queda logo no início, assumiu a ponta e não mais a soltou. Ditou tempos consistentemente mais baixos que as demais, manteve a concentração até o final e cruzou a linha de chegada em primeiro.
Ela comemorou com muita emoção. Chorou, agradeceu a Deus e dedicou a vitória ao irmão como presente de aniversário. Cenas que valem mais do que qualquer troféu.
O chefe de equipe não escondeu o entusiasmo: “É uma menina que vem evoluindo muito com somente 14 anos. Ela é inteligente e tem mostrado cada vez mais capacidade. Eu falei com ela: ‘Alicia, eu tenho certeza que esse final de semana ao menos uma bateria a gente vai ganhar’. E ela entregou”. Ele ainda adiantou que a equipe acredita que dá para brigar pelo título até o final do campeonato.
Guilherme Bresolin segura o ritmo no inferno do Tocantins

Apelidado nas transmissões de “Robozão”, Bresolin andou no pelotão de frente durante todo o fim de semana na MX1, se mantendo entre os melhores em uma pista cada vez mais técnica e exigente fisicamente.
Na corrida 1, ele completou a prova em torno da 7ª posição, rodando constante em um traçado que castigou muita gente. Na corrida 2, foi ainda melhor: fez uma ótima largada e ficou grande parte da corrida defendendo a 5ª posição, sustentando pressão e mostrando resistência física num calor que, literalmente, secava a boca dos pilotos.
O overall da MX1 em Palmas ficou na 5ª colocação para Bresolin. A equipe reconhece que o resultado ficou próximo do pódio, mas ainda fora. “Ele esteve a maior parte do tempo ali em quinto, sexto; fez uma excelente segunda bateria, mas acabou empatado com alguns pilotos, o que deixou ele fora do pódio. É uma pena, porque ele vem trabalhando muito”, comentou o chefe de equipe.
A evolução está acontecendo. O resultado chegará.
Lucas Dunka: velocidade na corrida 1, abandono na corrida 2

O “Garoto Sorriso” chegou a dar um show de largada na corrida 1 da MX2. Dunka saiu por fora e foi para a ponta logo no início, mostrando o ritmo que tem quando as coisas fluem. Só que, nas primeiras voltas, o protetor da suspensão soltou e o equipamento passou a vazar óleo, gerando fumaça visível durante toda a prova.
Valente, ele tentou administrar a situação, mas a moto foi perdendo rendimento ao longo dos 30 minutos e ele cruzou a linha em 6º.
Para a corrida 2, a equipe confirmou que Dunka não alinhou no gate. O chefe de equipe Balbi Jr. explicou que o problema foi elétrico e que ele teve que abandonar a segunga bateria. Frustrante para um piloto com o talento que ele tem, mas faz parte da corrida.
Pedro Godoy: preservado para o que vem pela frente

O quarto integrante da equipe em Palmas segue incomodado com uma lesão no pé. A Factory Kawasaki Racing está avaliando a possibilidade de preservá-lo na próxima etapa, em Goiânia, para que ele possa se recuperar 100% e voltar na reta final do campeonato em plenas condições. A decisão será tomada nos próximos dias.
Um fim de semana para lembrar
A etapa de Palmas vai ficar marcada na história da Factory Kawasaki, especialmente pelo que Alicia Sagae construiu ali. Uma pilota de 14 anos que, no maior calor do ano, numa pista extremamente técnica e exigente, diante de arquibancadas lotadas, foi lá e fez o trabalho.
O MX1 GP Brasil de Motocross segue com a próxima etapa em Goiânia.










